sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Comece a operação verão!

Se, com os dias frios e a consequente mudança de hábitos, você está vendo o ponteiro da balança subir é hora de rever a rotina e se organizar para emagrecer ou, pelo menos, não acumular mais gordura.
Nesta edição darei dicas para quem quer se livrar das gordurinhas indesejáveis adquiridas no inverno. São 10 orientações bem básicas e já conhecidas, mas vale lembrá-las e, principalmente, colocá-las em prática.
1. Comece a praticar exercícios! Ter uma alimentação adequada e praticar exercícios físicos é a combinação ideal para quem deseja eliminar peso, por isso, não deixe de praticar todos os dias, pelo menos 30 minutos. Se você não tem tempo para academia, faça caminhada ou outro tipo de atividade com orientação de um profissional de Educação Física.
2. Beba de 2 a 3 litros de água diariamente. Se você não tem esse hábito, adquira. Comece com 1 litro por dia e vá aumentando aos poucos, deixe sempre uma garrafinha de água perto de você, assim não corre o risco de esquecer.
3. Faça de 5 a 6 refeições por dia. Não fique mais de três horas sem comer. Ficar horas sem comer faz com que você abuse na próxima refeição, além disso, ter uma alimentação fracionada faz com que o seu organismo trabalhe mais e queime mais calorias.
4. Aumente o consumo de alimentos naturais. Habitue-se a comer verduras, legumes e frutas, mas não consuma somente estes grupos de alimentos. Não esqueça dos cereais, leguminosas, carnes, leite e derivados.
5. Evite alimentos e bebidas “engordativas”. Restrinja alimentos que podem prejudicar seus objetivos: frituras (batata frita, salgadinhos, preparações à milanesa, pastel, etc.), alimentos gordurosos (carne com gordura, frango com pele, bacon, alguns embutidos, etc.), doces muito elaborados, refrigerantes e bebidas alcoólicas.
6. Mude a forma de preparo! Consuma preparações assadas, grelhadas ou cozidas, opte por pratos simples, pois quanto menos ingredientes, menos calorias ele vai ter.
7. Diminua a quantidade. Este é o segredo, talvez esta seja a dica mais importante. Diminua a quantidade dos alimentos consumidos. Veja bem, não é para passar fome, é para comer uma quantidade suficiente para matar sua fome e não a gula. Moderação sempre!
8. Substitua o doce diário por uma fruta. Deixe para comer um docinho pequeno somente no final de semana. Por falar em final de semana, não esqueça de fazer tudo certinho nestes dias também.
9. Controle a ansiedade. Seja através da prática de exercícios ou de alguma atividade que lhe dê prazer, encontre uma distração ou um hobby que faça com que sua atenção desvie da comida. Ler um bom livro, fazer uma caminhada, assistir a um filme interessante são algumas dicas.
10. Não se pese todos os dias. Isso não é necessário. Verifique seu peso somente uma vez por semana e sempre na mesma balança, com roupas leves e, de preferência, no período da manhã.
Além de diminuir o percentual de gordura, você ganhará uma Vida + Saudável com esses novos hábitos.
Um abraço e até a próxima edição.

Por Augusto Saleh – Personal Trainer e proprietário do Studio Augusto Saleh – Pelotas/RS

Quiropraxia, saúde e bem-estar

A Quiropraxia é uma profissão na área de saúde que se dedica a corrigir, tratar e previnir os problemas do sistema neuro-músculo-esquelético, ou seja, ao tratamento de problemas das articulações, músculos, tendões, nervos e outras estruturas, bem como os efeitos dessas alterações sobre a saúde em geral.
É uma profissão reconhecida pela Organização Mundial de Saúde e uma das profissões da saúde mais procuradas e que mais cresce no mundo. Nos Estados Unidos, existem mais de 50 mil quiropraxistas, e estima-se que 27 milhões de americanos sejam pacientes de Quiropraxia anualmente. Nos países onde a quiropraxia é regulamentada, como Estados Unidos, Canadá e vários países da Comunidade Europeia e da Ásia ela é integrada aos sistemas nacionais de saúde.
A Federação Mundial de Quiropraxia (World Federation of Chiropractic - WFC), reconhecida e filiada à Organização Mundial de Saúde (OMS), é a organização que representa a Quiropraxia internacionalmente. Há cerca de 90000 quiropraxistas em todo o mundo, dos quais cerca de 55000 encontram-se nos Estados Unidos. As faculdades de Quiropraxia estão localizadas, principalmente, nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Dinamarca, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, México, entre outros.
No Brasil, existem duas universidades que oferecem o curso de graduação em Quiropraxia (com reconhecimento do Ministério da Educação), o Centro Universitário Feevale, em Novo Hamburgo, e a Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo. O tempo mínimo para formação é de cinco anos.
O tratamento visa a corrigir e previnir problemas articulares. O diagnóstico específico é feito após uma entrevista e exame clínico minucioso, que inclui análise postural, a realização de teste ortopédicos, neurológicos e palpação das articulações, músculos e outras estruturas afetadas. Após a avaliação, é definido um plano de tratamento apropriado a cada condição. Existem diversas técnicas que foram desenvolvidas para restaurar a movimentação articular. O ajustamento, quando indicado, é muito específico e indolor, consiste em rápidos e precisos movimentos feitos pelas mãos do terapeuta que visam ao alinhamento de toda a coluna e articulações. Caso sejam necessários exames complementares como Raio-X, Tomografia e Ressonância Magnética, poderão ser solicitados após avaliação quiroprática.
O tempo de recuperação depende de vários fatores, como idade, estilo de vida e estágio do problema. Outros fatores como tipo de trabalho, dieta, atitude e cooperação também são importantes. O início do tratamento requer visitas mais frequentes que variam de uma a três vezes por semana, nas primeiras semanas, e esta frequência vai se reduzindo à medida que há melhora do quadro clínico. É comum os tratamentos durarem entre um a três meses. O objetivo é que a recuperação ocorra no menor tempo possível.
Como todo método terapêutico, os tratamentos realizados pelos quiropraxistas têm indicações e contra-indicações precisas. Quando realizados por profissionais qualificados, os riscos são extremamente reduzidos.
Ao procurar um quiropraxista certifique-se que ele possua uma formação compatível com os padrões preconizados internacionalmente. Sugere-se o site da ABQ (Associação Brasileira de Quiropraxia) para se certificar da veracidade profissional dos quiropraxistas atuantes.
Para ser um quiropraxista, com a responsabilidade de diagnosticar e realizar tratamentos, é necessário submeter-se a uma rigorosa formação de nível superior. A Quiropraxia é, portanto, um curso de nível universitário com duração entre cinco a seis anos (5000 horas).

Bruno Diaz Pinto é Bacharel em Quiropraxia pela FEEVALE/PALMER COLLEGE OF CHIROPRACTIC – 2006
Registro da ABQ N°0139
Pós-Graduado pela FEEVALE em Saúde do Trabalhador - 2008
Atualmente atende em consultório próprio na cidade de Pelotas no endereço: Antônio dos Anjos 705/ Lj 02.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Vocalista da banda Soul da Silva conta a história da banda

Nesta primeira edição entrevistamos uma das bandas de maior sucesso na região! Com vocês a entrevista completa a banda Soul da Silva.

1 - Daniel, no início a banda tinha o nome de Funk da Silva. Quando ela surgiu?
A banda surge em no início de 2005, Emília Rodrigues (hoje no Tholl e na Banda Black Rock) me convocou para cantar com uns amigos (Cacalo e Otoni de Leon), após assistir eu fazendo um som com meus colegas de aula, quem passou pelo turismo ufpel no quinqüênio 2003 – 2008 deve lembrar dos D Legados – ouve quem pensou que era um projeto que envolvia nosso competente Sandro Bandeira da extinta Divergentes (risos). O interessante é que a música surge como principal motivação do projeto, ainda guardo o scrap do Orkut onde a Emília sugere Jamiroquai, Djavan, Ed Motta, etc. Definir um nome foi sempre uma dificuldade nossa, sugeri de início Brazilian Funk Coorporation numa idéia vinda do Black Crowes, o elemento “Brasil” já era imperativo. Com essa idéia fixa sugeri após um brain storming etílico o nome Funk da Silva que sintetizava bem a nossa proposta, nessa época estava conosco Luciano Sebaje na percussão e Daniel “Nóia” Ortiz na bateria (MD4 e Gru). Infelizmente foi a época em que MC Serginho deu um “up” no funk carioca e as pessoas erroneamente confundiam com esse ritmo que é uma variação do rap praticado na costa leste americana, principalmente Miami (Miami Beat). Deixamos de tocar em vários lugares por conta desta confusão e pra complicar fomos contratados para tocar em casas onde o público imaginava que a gente, um quarteto tipicamente rock and roll, fosse tocar “tô ficando atoladinha” ora faça-me o favor!!!

2 - Com o passar do tempo a banda mudou de nome e assumiu o Soul da Silva. Por que esta mudança?
A mudança foi conseqüência disso, inclusive mudança é uma constante na banda, o que, seguramente, fará com que a gente, ao se definir, possa fixar uma identidade. O nome Soul da Silva surge de outro brainstorming, nesse ínterim a banda chegou a se apresentar com outros dois nomes, Pelamordideus! Mas o Soul surge de uma conversa minha com o Cacalo via MSN numa ocasião em que a gente disse: “ninguém dorme sem encontrar a solução pra esse problema”. E não é que rolou? O nome Soul funcionou bem, encaminhei pro artista multimídia Chico Quevedo e ele elaborou o logotipo. Algumas pessoas ainda chamam pelo antigo Funk, mas isso a gente aceita com muito orgulho pois é conseqüente de uma admiração que sempre será muito bem vinda. Então tivemos o Soul como elemento delineador da característica dançante e influência da música estrangeira e o Da Silva como a raiz brasileira.

3 - Atualmente a banda cumpre uma agenda bem ampla pelo estado, fale um pouco sobre esta experiência.
Romper as fronteiras pelotenses é sempre um desafio para qualquer artista, para qualquer profissional independente da área. A banda vem desde 2007 atuando fora da cidade, inclusive, pela força de dois elementos: as redes de relacionamento e contatos estabelecidos em épocas em que eu não era músico e pelos contatos dos nossos integrantes. Quando o sujeito trabalha com ética e seriedade, respeitando o próximo e cultivando o mínimo de humildade, o retorno é seguro. Claro que não se pode ganhar todas sempre, nosso histórico já conta com alguns problemas de cachês não-pagos ou de prejuízos materiais onde o ganho não cobriu a despesa, mas isso faz parte do universo do artista. Estivemos em palcos de São Lourenço, Jaguarão, Arroio Grande, Canguçu, Pedro Osório, Rio Grande, Santo Ângelo, Candiota, Bagé, etc. Em todos os lugares temos a alegria de retornar e sermos reconhecidos pelo público como caras que curtem fazer o que fazem e pelos contratantes por sermos caras sérios. A banda não consome bebidas alcoólicas e nenhum dos integrantes fuma. Claro que de vez em quando a gente toma uma cervejinha ou uma caipira após o show pra descontrair afinal de contas a gente também é filho de Deus, (risos) mas isso ocorre raramente, a banda curte mais comer e tomar um refrizinho, principalmente nos eventos particulares quais sejam formaturas, aniversários, congressos, etc. Graças a essas coisas a banda alcançou uma conquista rara: tocar na região metropolitana. Atualmente temos datas mensais em Porto Alegre, Santo Antonio da Patrulha e isso abre portas para que venhamos a atuar em qualquer lugar do país, afinal de contas tocar na capital exige que se tenha um preparo diferenciado em diversos aspectos que vão além da musicalidade.

4 - Na tua opinião como está o espaço local para as bandas que não estão centradas no eixo do  pagode/forró? Elas tem o espaço que merecem?

Muito bom. Mas é importante que a música esteja à frente das motivações pela busca do espaço. O ganho financeiro deve ser conseqüência do trabalho, atualmente se vê muito bandas que se formam para tocar na noite, isso cheira a picaretagem, claro que numa democracia cada um faz o que bem entender, só não dá para esquecer que o limite da nossa liberdade é a fronteira da liberdade alheia. O que tem ocorrido por conta desse fator é a auto-desvalorização, o grupo para entrar no mercado reduz valores de cachês ou passa a tocar mais tempo, estabelecendo uma concorrência desleal que nada mais é do que um tiro no pé. O que eu costumo dizer, particularmente, é que se o cara quer mostrar seu trabalho de graça que o faça em casa, oferecendo um churrasco pros amigos. Problema é prejudicar quem está trabalhando sério e investindo. Este método acaba prejudicando toda a rede, pois será o músico que irá sustentar aquela festa com cerveja ultra-barata, esta festa poderá roubar o público da casa que paga o que consideramos o justo ou mínimo. Há quem diga a célebre frase “cada um cobra o que quer pois sabe o valor do seu trabalho.” Falar é fácil. Tanto é fácil que muito se reclama da cena local quando temos uma média de shows invejável por fim de semana, abrimos o jornal e vemos bandas tocando em bares na Félix (3 casas), na Gonçalves (4 casas), na Zona do Porto, no Laranjal, nos clubes sociais, nos eventos sazonais, quer dizer, falta espaço pra quem está sentado em casa esperando algum milagre acontecer ou com a cabeça cheia de fumaça contemplando a realidade. Hoje em dia temos os coletivos que mensalmente promovem shows na cidade onde a turma do rock and roll é requisitada, a galera da MPB sempre tem agenda, principalmente nos trabalhos solo, o nativismo vai muito bem com a atuação nos festivais, preocupa-me apenas o pessoal do rap que tem um trabalho sério mas ainda não teve seu talento contemplado pelos espaços que remuneram e se tem uma coisa que a gente não gostaria de ver é a repetição do fenômeno Negra Li que pelo que eu entendi se rendeu ao apelo pop. Fica aqui a provocação pra turma do RAP dar uma caprichada no trabalho e ir à luta mesmo.

5 - A Soul da Silva é uma banda de covers mas também tem alguns trabalhos próprios. Como estão estas composições?
Reitero a idéia de que ser músico é transpor desafios. Nosso principal desafio hoje é encarnar o trabalho autoral, ele sempre existiu, eu escrevo letras há 13 anos, comecei escrevendo em inglês quando tocava com o Mauro Mesko (ex-Divergentes) e o Luciano Silveira (Galaxy Trio). Como a Soul surgiu dentro de uma garagem, com a proposta, inicialmente, descompromissada, muito inicialmente, de fazer shows de forma eventual, a gente trabalhou a fundo o cover, daí veio a função de tocar na noite, nesse percurso a gente deu de cara no chão algumas vezes, escolhas erradas, repertórios inadequados, mas superamos e (re) inauguramos o gosto pelo groove, a preocupação com a presença de palco e o profissionalismo. Juntamente com a Pimenta Buena, que fez o caminho inverso da gente, priorizando o trabalho autoral, atuamos significativamente no estímulo à realização via terceirização das quartas do João Gilberto Bar e Champanharia. Não fizemos nada de novo, apenas fizemos a correria em janeiro e fevereiro com o Especial Tim Maia e o show Carneavale. O lançamento do clipe de Mistério – nosso primeiro single – veio em março e desde então a gente tem visto grandes festas realizadas pela Canivete Jeans, Satolep Circus, e demais produtores. Acho importante ressaltar isso porque essas parcerias são essenciais. Quanto ao nosso trabalho autoral estamos muito felizes, as composições têm brotado naturalmente, talvez seja o efeito da primavera, mas além das coisas que a gente escreve e harmoniza temos buscado trabalhos de gente de fora da banda, dentre estes irmãos citamos Kako Xavier, Cristiano Quevedo, Felipe Rotta, Isadora Cunha, Marcelo Camafunga, Gagui IDV, Giamarê, Eduardo Radox Amaro, Mauro Mesko. Nos interessa também trabalhar com o Serjola, Edu da Matta, Dico Keiber, Gilberto Oliveira, que são pessoas que a gente costuma escutar e que no futuro quem sabe teremos o prazer de agitar alguma parceria. Nossas músicas estão sendo produzidas no Estúdio Submarino Amarelo, que tem nos dado um suporte fantástico, extremamente profissional e promissor. Extra oficialmente eu posso divulgar para o miguelzinho-meu-bruxo alguns temas:
Outono – Inspirada na mania que algumas pessoas tem de divulgar nos orkuts e msn’s coisas tipo “fulano, meu porto seguro” “fulana, amor da minha vida”, é uma letra que surgiu inspirada na banalização da frase “eu te amo”; Verso: “Prometo não mais conjugar o verbo amar a toa”
Mistério – Disponível no youtube, fala sobre amor, também, esse é um tema recorrente nas minhas letras; É uma declaração explicita. Versos: “É vital que o amor permaneça em mim, normal sonhar com a tua presença aqui”
Meu Cais – fala de um cara que está longe do seu platônico amor, liricamente ele disserta sobre a possível chegada da garota bem como sobre a rotina, saudade, essas coisas. Verso: “Se você chegar e se quiser me encontrar, pode crê que vai ser bom...”
Francesa – dedicada a um affair do autor, foi uma brincadeira misturando coisas do Brasil e da França por conta da ascendência da garota. Conta com versos de Gagui IDV, rapper amigo da banda. Versos: “Meu vôo sai no próximo embarque pra gente se amar na terra de Joana D’Arc...”.
Fluxo Perfeito – um soul reggae composto pelo Eduardo, uma música viajandona mesmo, texturas de teclados, baixo fretless e vocais soturnos. Verso: “Não vou pensar no que ficou pra trás, rancores e temores não quero mais, meu sangue nas veis num fluxo perfeito...”
Voltar a Viver – Canção feita em parceria com Felipe Rotta, fala sobre reabilitação e o drama do álcool, das drogas e do papel do cidadão no combate a esses problemas. Versos: “A pedra que de prima de vicia, o álcool que aos poucos te condena, a angústia que me leva à reincidência, mas o hipócrita que eu fui não me condena...”
Dona da Festa – uma crítica à possessividade e suas derivações. Versos: “O poder que você quer me dar já não me interessa, parece coisa de criança quando é dona da bola, tenho minha opinião mesmo com a sua influência...”

6 - Existe algum novo projeto da banda? Tem algum cd/dvd por vir?
As canções assinaladas acima, somadas às versões de músicas que identificam a banda e canções de outros compositores serão o conteúdo do nosso primeiro cd. Para os próximos meses estamos agendados com a gravação ao vivo em estúdio para uma melhor ambientação e a captação do clima da banda, do astral que é reflexo do conjunto, da coisa de tocar junto. Depois a gravação propriamente dita, processo que sabemos que será demorado. DVD é um objetivo mais ambicioso, a gente trabalha com o conceito de vídeo-release que é uma forma de mostrar a banda, dentro deste material a gente coloca o histórico, composição de repertório, vídeos de alguns shows, o clipe com seu making of fotográfico e os contatos.

7 - Fala pra nós sobre a formação atual e a influência musical de cada um.
Um dos nossos motivos de alegria é contar com uma das mais importantes cozinhas da música da zona sul. Eduardo Badalinho e Renato Popó possuem uma sincronia singular. Conseqüentemente costumam ser requisitados para acompanhar músicos dos mais variados estilos.
Eduardo, baixista. Influências: Gil, Caetano, Bob Marley, Prateado, Nico Assumpção, Artur Maia, O Rappa, The Beatles.
Renato, baterista. Influências: Carlos Bala, Antonio Sanchez, Kiko Freitas, Dave Weckl.
Daniel, vocal: Robert Plant, Beatles, Lenny Kravitz, Vitor Ramil, Sade, Khaled, Fito Paez, Jamiroquai, Duran Duran, Tunde, Madredeus, Deep Purple (Coverdale-Hughes).
Vinícius, guitarra: Jimi Hendrix, Slash, Joe Satriani, Rage Against the Machine, Deep Purple, Rush, Jamiroquai, Djavan, Jota Quest, Ed Motta

8 - Pra quem ainda não conhece e pra quem é fã, onde a banda Soul da Silva tem tocado em Pelotas?
A gente atua no Bar João Gilberto, Boate La Gitana e em eventos particulares tipo formaturas, aniversários, recepções e etc. Além disso rolam as festas sazonais e exporádicas, daí é só olhar a agenda no nosso site.

9 – Alguma mensagem de agradecimento para os parceiros? E quem são eles?
A Soul da Silva procura aliar seu nome a parceiros cuja reputação contribui para a confiabilidade do trabalho; atualmente existem muitas empresas que acreditam na cultura e apostam junto em projetos sérios. Procuramos manter a parceria de forma transparente e profissional, afinal de contas o capitalismo exige isso. A esses parceiros a gente só tem a agradecer mesmo, é o suporte destas pessoas que consequentemente nos inspiram, sendo mais um motivo para que nos esmeremos em fazer um trabalho o mais impecável possível.

Fica aquele abraço pra Macro Atacado Krolow, Posto Cidadão Capaz, Bar João Gilberto, Amarelinho Lanches, Studio C Cabeleireiros.
Contatos com a banda: (53) 9165-9190 e (53) 9139-2236 com Daniel Balhego.
Saiba mais no site: www.bandasouldasilva.com

Saúde Bucal e Esporte

As práticas esportivas estão cada vez mais presentes no nosso cotidiano, havendo uma crescente expansão, sobretudo nesta época do ano, quando se aproxima a estação mais quente. É notável o aumento na demanda por vagas em academias e centros esportivos, Uma vez que, com roupas leves, corpos à mostra e à vontade, eclode a preocupação pela manutenção de uma exímia forma física.


No entanto, deve-se atentar para a relevância de uma prévia avaliação física antes do início da prática desportiva, para mensurar a capacidade performática e se o grau de exigência da atividade selecionada está dentro dos limites da capacidade orgânica. Nesses eventos, não há a preocupação em avaliar a saúde bucal, já que a Odontologia , por vezes, é tida como parte da cosmetologia, e, por isso, é dada pouca importância para as afecções que acometem a cavidade bucal. Não obstante, cumpre salientar que, até mesmo um simples machucado na gengiva, muitas vezes acometido por uma escovação apressada, pode levar à perda do condicionamento físico, sem falar nos processos infecciosos de origem dentária que são capazes de disseminar microorganismos lesivos à saúde global e comprometer o funcionamento do organismo do praticante da atividade física.

Atualmente, diversas pessoas estão expostas às lesões na face, uma vez que a prática de esportes, seja amador ou profissional, é realizada por crianças, jovens e adultos. Além disso, o início da prática ocorre em idades menores e com nível de competitividade e intensidade superiores quando equiparados há alguns anos atrás. Outrossim, adolescentes apresentam uma fase de pico de crescimento, com a presença de ossos longos primeiramente que depois acomodarão a musculatura e, nessa fase, há perda da flexibilidade, o que, de certo modo, implica a causa de lesões durante a atividade esportiva. A xerostomia, que é a diminuição do fluxo salivar, pode ocorrer após treinos, assim, fica evidente a necessidade de uma higiene rígida, controle dietético e visitas regulares ao dentista para a manutenção da saúde bucal dos praticantes de qualquer esporte. Afinal, são desejáveis boas condições dentárias e gengivais, além de funcionamento perfeito de toda a região orofacial para condicionamento, rendimento e recuperação física do esportista.

O organismo do atleta deve estar em perfeita sintonia, com a saúde bucal adequada, para promover a máxima eficácia e melhor funcionamento, logo que as condições bucais repercutem sistemicamente. A manutenção da respiração adequada para evitar perdas da capacidade aeróbica, a observação de dentes impactados que causam suscetibilidade aos traumas dentários, a resolução de processos infecciosos capazes de disseminar microorganismos, entre outros, devem ser itens observados na avaliação prévia do candidato à prática esportiva.

Além disso, é importante esclarecer a necessidade de uso de protetores bucais em determinadas atividades físicas, como lutas e jogos coletivos, pois esses protegem os dentes de golpes diretos e indiretos contra a face; redistribuem as forças que poderiam causar fraturas ou deslocamentos dentais; evitam o contato violento entre dentes superiores e inferiores; mantêm tecidos moles dos lábios e bochecha longe dos dentes; redistribuem as forças de impacto que poderiam causar fraturas de côndilo da mandíbula e proporcionam segurança psicológica. Esses aparatos diminuem os acometimentos e a gravidade dos danos às estruturas bucais e resguardam as estruturas dentárias e periodontais durante a prática esportiva.

Assim sendo, percebe-se que a Odontologia está intimamente relacionada ao esporte, devendo buscar a promoção e manutenção da saúde bucal, monitorando hábitos alimentares com alto teor de carboidratos, por exemplo, fluxo salivar e pH, alterações imunológicas e fisiológicas devido às práticas desportivas, uso de suplementos e repositores hidroeletrolíticos. Faz-se necessária a implementação da avaliação física do aluno em academias e centros esportivos, com a inclusão dos exames odontológicos necessários para o melhor rendimento físico. Afinal, o cuidado com a saúde bucal, considerando a atenção integral, constitui um papel importante na melhora da qualidade de vida.

                                                                      Ariane Echartea/Cirurgiã Dentista
                                                                      CRO/RS 18.210